quarta-feira, 23 de março de 2016

HRPM alerta grávidas sobre sintomas e prevenção contra Aedes Aegipty

Dr. André Noronha
Referência no atendimento à gestante de alto risco na região do 8º Centro Regional de Saúde (8º CRS), o Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, no sudoeste da região marajoara, compromete-se com cerca de seus 270 mil usuários no esclarecimento sobre a prevenção contra o Zika Vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes Aegypti, que está alarmando, principalmente, mulheres no período fértil, levando muitas delas a adiar o sonho da maternidade.
Com significativo fluxo anual de atendimentos, somente ano passado o hospital assegurou a assistência de 21.891 usuários distribuídos entre o ambulatório e Pronto Atendimento (PA). Desses, 307 foram partos entre normais e cesarianos. Na Clínica Obstétrica foram registrados 2.395 altas médicas. Diante de tamanho atendimento, o diretor Clínico do Hospital Regional, dr. André Noronha ressalta a importância de ações preventivas contra o mosquito Aedes,  que transmite também a dengue e a chikungunya. Segundo ele, tudo indica que existe uma relação entre infecção por zika na gravidez e malformações como a microcefalia, em que o bebê nasce com a cabeça menor que o tamanho normal. “Mas, isso não quer dizer que toda grávida que teve zika terá um bebê com microcefalia”, observou o médico, alertando que os mecanismos do comprometimento do feto ainda estão sendo investigados e muitas perguntas ainda não têm uma resposta definitiva.
No entanto, ele aponta alguns sintomas de alerta para as mulheres grávidas: manchas pelo corpo que podem causar coceira intensa, febre baixa, conjuntivite, dor de cabeça, dor muscular, inchaço e dor nas articulações e aparecimento de gânglios. A doença pode levar até 12 dias para se manifestar, após a picada do inseto. Os sintomas costumam desaparecer depois de dois a sete dias. “Em um desses sintomas, a grávida deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Somente um profissional pode confirmar ou não o diagnóstico da doença”.
HRPM oferece assistência de média e alta complexidade
No caso de confirmação para o vírus a zika, o médico será responsável pelo controle do desenvolvimento do bebê, através de exames de ultrassom. André Noronha informa ainda que o zika vírus é o mais perigoso para o bebê, especialmente nos três primeiros meses, que é classificado como o período mais crítico para infecções que afetam o feto, devido o organismo se encontrar em plena formação.
Das inúmeras informações sobre sabe-se com certeza que a doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes. O inseto pica uma pessoa infectada e passa a propagar a doença quando pica outras pessoas. Mas, de acordo com ele, ainda não existe comprovação científica de outras formas de transmissão. Porém, o vírus já foi encontrado em outros fluidos do corpo, como o sêmen, a saliva e a urina.
“Como ainda não há informações definitivas sobre a possibilidade de transmissão por via sexual, use preservativos nas relações com seu parceiro, em especial se ele tiver tido a doença”, André Noronha dá a dica. Assim como no Marajó e em todo país, o médico aconselha cuidados redobrados em combate ao foco do mosquito em especial nos períodos de calor e de chuvas. “É aconselhável cautela máxima por parte das grávidas”, advertiu.
Com relação ao tratamento apenas os sintomas são tratados. André Noronha aconselha a ingestão de líquidos e bastante repouso. Não é necessário tratamento no hospital, ao contrário do que acontece nos casos mais graves de dengue.
Assim como na dengue, não devem ser usados medicamentos a base de ácido acetilsalicílico (aspirina). O médico poderá receitar analgésicos e remédios para aliviar a coceira. Ele adverte: Não tome nenhum remédio sem orientação médica.
Hospital com significativo fluxo de atendimento
Toda precaução é necessária à mulher grávida em caso de suspeita de qualquer das doenças transmitidas pelo “Aedes Aegipty”, mas só o médico pode afirmar o diagnóstico do zika vírus, dengue, chikungunya ou rubéola por exemplo, através de exames de sangue. Ele ainda aponta a possibilidade da paciente apresentar a zika vírus e dengue, ao mesmo tempo. A febre alta e de início repentino é comum em casos de dengue e chikungunya e rara na zika. Coceira forte no corpo também pode ser sinal outros problemas na gravidez ou sinal de alguma alergia. “É muito importante que você consulte o médico”.
Os cuidados básicos são essenciais e fazem parte da higiene geral, como não deixar água acumular em casa ou quintal. Isso inclui vasos de plantas, pneus, móveis e qualquer recipiente em áreas externas. Muito importante ficar de olho em poças d'água que se formam após a chuva. Para as mulheres grávidas é muito importante o uso de roupas claras, e, de preferência, com mangas e calças compridas. “O uso de telas em portas e janelas é altamente recomendável, especialmente nessa região”, reforçou.

Outros cuidados são citados pelo médico à população em geral: uso de repelente contra insetos, inclusive na roupa, para tentar aumentar a proteção. Reaplicar de acordo com as instruções da embalagem. Grávidas podem optar por repelente comum em creme ou spray, aprovados pela Anvisa e de acordo com as instruções da embalagem. 

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