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| Dr. André Noronha |
Referência
no atendimento à gestante de alto risco na região do 8º Centro Regional de
Saúde (8º CRS), o Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, no
sudoeste da região marajoara, compromete-se com cerca de seus 270 mil usuários
no esclarecimento sobre a prevenção contra o Zika Vírus, transmitido pela
picada do mosquito Aedes Aegypti, que está alarmando, principalmente, mulheres
no período fértil, levando muitas delas a adiar o sonho da maternidade.
Com
significativo fluxo anual de atendimentos, somente ano passado o hospital
assegurou a assistência de 21.891 usuários distribuídos entre o ambulatório e
Pronto Atendimento (PA). Desses, 307 foram partos entre normais e cesarianos.
Na Clínica Obstétrica foram registrados 2.395 altas médicas. Diante de tamanho
atendimento, o diretor Clínico do Hospital Regional, dr. André Noronha ressalta
a importância de ações preventivas contra o mosquito Aedes, que
transmite também a dengue e a chikungunya. Segundo ele, tudo indica que existe uma
relação entre infecção por zika na gravidez e malformações como a microcefalia,
em que o bebê nasce com a cabeça menor que o tamanho normal. “Mas, isso não
quer dizer que toda grávida que teve zika terá um bebê com microcefalia”,
observou o médico, alertando que os mecanismos do comprometimento do feto ainda
estão sendo investigados e muitas perguntas ainda não têm uma resposta
definitiva.
No entanto, ele aponta alguns sintomas de alerta para as mulheres grávidas:
manchas pelo corpo que podem causar coceira intensa, febre baixa, conjuntivite,
dor de cabeça, dor muscular, inchaço e dor nas articulações e aparecimento de
gânglios. A doença pode levar até 12 dias para se manifestar, após a picada do
inseto. Os sintomas costumam desaparecer depois de dois a sete dias. “Em um
desses sintomas, a grávida deve procurar atendimento médico o mais rápido
possível. Somente um profissional pode confirmar ou não o diagnóstico da
doença”.
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| HRPM oferece assistência de média e alta complexidade |
No
caso de confirmação para o vírus a zika, o médico será responsável pelo
controle do desenvolvimento do bebê, através de exames de ultrassom. André
Noronha informa ainda que o zika vírus é o mais perigoso para o bebê,
especialmente nos três primeiros meses, que é classificado como o período mais
crítico para infecções que afetam o feto, devido o organismo se encontrar em
plena formação.
Das
inúmeras informações sobre sabe-se com certeza que a doença é transmitida pela
picada do mosquito Aedes. O inseto pica uma pessoa infectada e passa a propagar
a doença quando pica outras pessoas. Mas, de acordo com ele, ainda não existe
comprovação científica de outras formas de transmissão. Porém, o vírus já foi
encontrado em outros fluidos do corpo, como o sêmen, a saliva e a urina.
“Como
ainda não há informações definitivas sobre a possibilidade de transmissão por
via sexual, use preservativos nas relações com seu parceiro, em especial se ele
tiver tido a doença”, André Noronha dá a dica. Assim como no Marajó e em todo
país, o médico aconselha cuidados redobrados em combate ao foco do mosquito em
especial nos períodos de calor e de chuvas. “É aconselhável cautela máxima por
parte das grávidas”, advertiu.
Com
relação ao tratamento apenas os sintomas são tratados. André Noronha aconselha
a ingestão de líquidos e bastante repouso. Não é necessário tratamento no
hospital, ao contrário do que acontece nos casos mais graves de dengue.
Assim
como na dengue, não devem ser usados medicamentos a base de ácido
acetilsalicílico (aspirina). O médico poderá receitar analgésicos e remédios
para aliviar a coceira. Ele adverte: Não tome nenhum remédio sem orientação
médica.
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| Hospital com significativo fluxo de atendimento |
Toda
precaução é necessária à mulher grávida em caso de suspeita de qualquer das
doenças transmitidas pelo “Aedes Aegipty”, mas só o médico pode afirmar o
diagnóstico do zika vírus, dengue, chikungunya ou rubéola por exemplo, através
de exames de sangue. Ele ainda aponta a possibilidade da paciente apresentar a
zika vírus e dengue, ao mesmo tempo. A febre alta e de início repentino é comum
em casos de dengue e chikungunya e rara na zika. Coceira forte no corpo também
pode ser sinal outros problemas na gravidez ou sinal de alguma alergia. “É
muito importante que você consulte o médico”.
Os
cuidados básicos são essenciais e fazem parte da higiene geral, como não deixar
água acumular em casa ou quintal. Isso inclui vasos de plantas, pneus, móveis e
qualquer recipiente em áreas externas. Muito importante ficar de olho em poças
d'água que se formam após a chuva. Para as mulheres grávidas é muito importante
o uso de roupas claras, e, de preferência, com mangas e calças compridas. “O
uso de telas em portas e janelas é altamente recomendável, especialmente nessa
região”, reforçou.
Outros
cuidados são citados pelo médico à população em geral: uso de repelente contra
insetos, inclusive na roupa, para tentar aumentar a proteção. Reaplicar de
acordo com as instruções da embalagem. Grávidas podem optar por repelente comum
em creme ou spray, aprovados pela Anvisa e de acordo com as instruções da
embalagem.