segunda-feira, 29 de junho de 2015

HRPM se prepara para conquistar certificado Amigo da Criança concedido pela Unicef/MS


O Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), na cidade de Breves, está em ritmo acelerado em busca do título “Iniciativa Hospital Amigo da Criança-IAHC”, concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (Unicef), e Ministério da Saúde (MS), não apenas com a ofertas de atendimento e serviços à mães e bebês nascidos no hospital, como também, na promoção de treinamento contínuo, entre eles, incentivo ao aleitamento materno, que está sendo realizado desde 11 deste mês e vai até o dia 10 de julho, devendo atingir 384 participantes.
Essas ações têm o objetivo de preparar os colaboradores para a auditoria que será realizada por técnicos da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) e do MS, em agosto deste ano. A sensibilização para adesão à IHAC, no hospital do Marajó, ficou sob a responsabilidade de uma comissão formada por colaboradores de vários setores. Um dos membros do grupo, o coordenador do Centro Cirúrgico e Obstétrico e da Central de Material de Esterilização (CCO/CME), o enfermeiro Josivan Agassis defende a necessidade imperativa  da restruturação de normas e rotinas do HRPM. “Isso impactará positivamente na assistência prestada à gestante/recém nascido/puérpera. Para isso, todos os setores do hospital estão sendo adaptados, até mesmo em sua estrutura física, para atender a esse novo modelo assistencial”, destacou.
Ele ainda reforçou que a capacitação é de suma importância para a sensibilização dos colaboradores no sentido de valorizar e promover o aleitamento materno exclusivo, além da inserção de boas práticas de cuidado do processo de parto e nascimento.
Com assistência de média e alta complexidade, o HRPM efetivou 239 partos em 2014. De janeiro a abril deste ano, foi uma média de 83 partos, sendo que 22% deles normais, tendo em vista que no setor de neonatologia, por exemplo, a maior prevalência dos casos atendidos é por prematuros. De acordo com o diretor Técnico dr. Pedro Luiz Leite Soares, essa demanda é uma consequência de pré natal deficiente ou inexistente. “Também temos casos de asfixia perinatal devido principalmente à falta de assistência na sala de parto. Gestantes apresentando quadro de eclâmpsia e pré-eclâmpsia, fazem parte do nosso dia a dia, também refletindo a deficiência do pré-natal das redes municipais”, explicou.
Desde o ano passado, a direção do hospital está apoiando a mobilização pela conquista do IHAC, proporcionando, entre outras ações, orientação e treinamento às gestantes e mães sobre a importância e os benefícios do aleitamento materno com a criação do Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno Exclusivo (Gaame), com atividades mensais; assegurar o registro de nascimento civil para todos os nascidos no HRPM; dispor de espaço para acolhimento às mães com bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Pediátrica, totalmente climatizado, com camas e redes, atendendo a cultura local. Mães usuárias ainda recebem alimentação e orientações sobre os cuidados com o recém nascidos e sobre estado de saúde dos filhos pelos profissionais da assistência.
A comissão de agentes multiplicadores da IHAC é composta pelos seguintes profissionais: Anapaula Miranda (Coordenadora de Clínicas Integradas- CCI), Josivan Agassis, (Coordenador do Centro Cirúrgico e Obstétrico e da Central de Material de Esterilização - CCO/CME), Monizze Carleto, (Fisioterapeuta), Ana Maria Parente (Nutricionista) , Maria Joseane Coelho (Fonoaudióloga) e Thiago Amaral (Coordendor de UTI).

Serviço- O HRPM dispõe de atendimento ambulatorial de segunda a sexta-feira, de 7 às 18 horas. O hospital está localizado na Av. Rio Branco, 1.266, Centro. Mais informações: (91) 3783-2140/ 3783-2127.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Gerenciamento de Riscos é tema de Semana de Enfermagem em Breves



Auditório lotado de participantes da região
 Segurança do paciente: a atuação da Enfermagem no cuidar” foi o tema da V Semana de Enfermagem do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), em Breves, que encerrou no final da tarde desta quinta-feira, 28, no auditório da instituição, e que reuniu mais de 180 profissionais e acadêmicos da área da saúde daquela parte da Ilha do Marajó. O foco dos debates abordou o gerenciamento de riscos aos pacientes, cuja prática é responsável pela redução do tempo de internação e maior giro de leitos, proporcionando uma assistência mais segura, de maior qualidade e humanizada.
A ação teve o objetivo de atualizar os conhecimentos e troca de experiências entre os profissionais do HRPM, do 8° Centro Regional de Saúde (8°CRS), acadêmicos da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Universidade do Norte do Paraná (Unopar), entre outros.
Durante o evento foram debatidos os seguintes temas: Prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde e Higienização das mãos; Identificação do Pacientes; Prevenção de úlcera de pressão e queda de paciente; Cirurgia segura, salva vidas; Segurança na transfusão; Comunicação segura e Administração segura de medicamentos.
Cuidado e atenção na UTI Neo
De acordo com o diretor de Enfermagem do HRPM, Gilberto Reis, o gerenciamento de riscos impede ou minimiza eventuais situações adversas, como quedas, broncoaspiração e surgimento de úlceras por pressão nos usuários internados e com atendimento na Urgência e Emergência.
Hospital Regional
Atualmente, dos 450 colaboradores diretos e indiretos do HRPM, 53% são de enfermagem. Em 2014, esses profissionais estiveram diretamente envolvidos no atendimento de 2.858 pacientes internados e auxiliaram a realização de 2.015 cirurgias.
Diante do volume de atendimento de média e alta complexidade do HRPM, Gilberto Reis ressalta a necessidade do desenvolvimento de estratégias para evitar o surgimento de riscos aos pacientes e de uma avaliação realizada pela equipe assistencial. “Esse mesmo processo é realizado em todos que entram no hospital, tanto no período de internação ou no período de atendimento de urgência”, observou.
Outro risco muito comum é o desenvolvimento de flebite, que é a infecção na veia. “Por isso, a conduta é sempre manter curativo do acesso venoso limpo, seco, com troca a cada 24h. Nossos indicadores têm apontado significativa redução de condições adversas em
Auditório lotado para o evento

pacientes. Mês passado não foi registrado nenhum caso de úlcera por pressão no hospital”, informou o diretor de Enfermagem do HRPM.
O atendimento de qualidade é atestado pelo casal Joelton da Silva Almeida, 23, e Meriam Rodrigues Almeida 19, pais da pequena Maria Vitória, que nasceu prematura e há dois meses está internada na UTI Neonatal do HRPM para ganho de peso. Ela recebe visita duas vezes por dia. “É um sofrimento estar longe dela, mas também temos muita confiança que aqui ela está segura e sendo muito bem tratada”, disse o pai da bebê. Meriam Almeida concorda com o marido. “Os médicos, enfermeiros e os técnicos de enfermagem fazem tudo que é possível para cuidar de todas crianças que estão aqui”, afirmou, ressaltando que a família está preparando uma festa para a chegada da primeira filha, em casa.
As colegas de trabalho Kislley Ane Almeida, 22, e Ana Paula Rodrigues Gaia, 29, têm muitas coisas em comum: são técnicas de Enfermagem, atuam há três anos na UTI Neonatal do HRPM, gostam do que fazem e sentem imenso orgulho em trabalhar no Hospital Regional. “Amo o que faço e não penso em sair deste setor, antes de concluir meu curso”, afirmou, Kislley, ressaltando que a identificação com sua atividade, em cuidar de bebês, é acentuada.
profissionais capacitados permanentes no atendimento
Ana Paula não pensa diferente. “Pretendo seguir minha carreira, aqui no Regional, assim terei oportunidade de visitar minhas crianças, todas as vezes que sentir saudade na UTI Neo”, disse, informando que esse foi seu primeiro emprego. “Aqui tenho minha família e amigos e um trabalho que adoro”.
Serviço:
O HRPM dispõe de atendimento ambulatorial de segunda a sexta-feira, de 7h às 18 horas. O hospital está localizado na Av. Rio Branco, 1.266, Centro. Mais informações: (91) 3783-2140/ 3783-2127.

Vera Rojas
Hospital Regional do Marajó (Breves)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ministério da Saúde atualiza diretrizes para atenção humanizada ao recém-nascido

Portaria estabelece que ao nascer, o bebê seja colocado em contato imediato com a mãe, favorecendo a primeira mamada. Estudos comprovam que as medidas beneficiam a saúde da criança e da mulher, diminuindo os riscos de morte e anemia
O contato aquecido pele-a-pele com a mãe e o estimulo a amamentação na primeira hora de vida são recomendações que o Ministério da Saúde oficializou em portaria publicada em maio para assegurar o direito ao parto humanizado em toda a rede pública de saúde. Além deste contato entre mãe e filho, está previsto também o clampeamento do cordão umbilical somente após o mesmo parar de pulsar. As medidas passam a valer para todas as unidades do Sistema Único de Saúde.
As diretrizes fazem parte da organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido no Sistema Único de Saúde (SUS) e oficializam recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do próprio Ministério. O bebê saudável, com o ritmo respiratório normal, deve ser colocado sobre o abdômen ou tórax da mãe, em contato direto pele-a-pele, de acordo com sua vontade, em ambiente aquecido, afirma a portaria. Além disso, a nova regra também prevê a amamentação ainda na primeira hora de vida da criança.
“Nós precisamos estimular que essa primeira mamada aconteça na primeira hora de vida. Além de fornecer o primeiro aporte calórico para a vida do bebê, essa prática também acelera a descida do leite materno, aumentando a chance de sucesso no aleitamento e diminui a chance de hemorragia uterina”, explica o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Conforme a portaria, os procedimentos de rotina adotados após o nascimento do bebe, como exame físico, pesagem e outras medidas antropométricas, profilaxia da oftalmia neonatal devem ser realizados somente após esses primeiros cuidados, importante mudança na lógica de atendimento ao bebê.
O coordenador da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha, esclarece que os benefícios dessas medidas afetam não só o aspecto psicológico, como reduzem os riscos de anemia e desnutrição.
“Para o bebe que nasceu chorando, vigoroso, sem nenhum tipo de complicação, o papel principal dos profissionais de saúde é proteger este momento sensível de apresentação da mãe a seu bebe e vice-versa. Isso vai ter repercussões para toda a vida”, explica Bonilha.
Para os recém-nascidos com respiração ausente ou irregular, tônus diminuído e/ou com líquido meconial, a portaria estabelece que o atendimento deverá seguir o fluxograma do Programa de Reanimação da Sociedade Brasileira de Pediatria, de 2011. A unidade de saúde deverá contar obrigatoriamente com profissional médico ou de enfermagem treinado em reanimação neonatal de acordo com orientação da Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM) do Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde já há vários anos financia capacitações de profissionais médicos e de enfermagem em todos os estados, através do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria. Em 2014-2015 serão investidos R$ 2,1 milhões para fortalecer ainda mais este processo em todo o país.
A portaria contribuirá para a redução da mortalidade neonatal, um dos principais objetivos da Rede Cegonha.
REDE CEGONHA – Criada em 2011, a Rede Cegonha tem como uma das principais metas incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mulheres e crianças, desde o planejamento reprodutivo, passando pela confirmação da gravidez, pré-natal, parto, pós-parto, até o segundo ano de vida do filho. Atualmente, a estratégia Rede Cegonha está presente em mais de 5 mil municípios de todos os estados do país, e atende a 2,6 milhões de gestantes. Desde o lançamento da Rede, já foram investidos mais de R$ 3,3 bilhões para o desenvolvimento de ações em todo o país.
Atenção Pré-Natal - A Rede Cegonha se propõe ainda a organizar o cuidado às gestantes por meio de uma rede qualificada de atenção obstétrica e neonatal. Com um pré-natal de qualidade, como preconiza a estratégia é possível reduzir as taxas de prematuridade. O objetivo é garantir acolhimento e captação precoce da gestante, além de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do pré-natal. O diagnóstico rápido permite à mulher iniciar o pré-natal assim que a gravidez for confirmada.
Em 2012, foram realizadas 18,2 milhões de consultas pré-natais pelo SUS, e mais de 1,6 milhão de mulheres fizeram, no mínimo, sete consultas.
Entre as ações previstas durante o pré-natal, estão os exames de pré-natal de risco habitual e de alto risco; acolhimento às intercorrências na gestação; acesso ao pré-natal de alto risco; acesso rápido aos resultados; vinculação da gestante (desde o pré-natal) ao local em que será realizado o parto; implementação de ações relacionadas à saúde sexual e reprodutiva; além de prevenção e tratamento das DST/HIV/Aids e Hepatites.


Ministério da Saúde atualiza diretrizes para atenção humanizada ao recém-nascido

Portaria estabelece que ao nascer, o bebê seja colocado em contato imediato com a mãe, favorecendo a primeira mamada. Estudos comprovam que as medidas beneficiam a saúde da criança e da mulher, diminuindo os riscos de morte e anemia
O contato aquecido pele-a-pele com a mãe e o estimulo a amamentação na primeira hora de vida são recomendações que o Ministério da Saúde oficializou em portaria publicada em maio para assegurar o direito ao parto humanizado em toda a rede pública de saúde. Além deste contato entre mãe e filho, está previsto também o clampeamento do cordão umbilical somente após o mesmo parar de pulsar. As medidas passam a valer para todas as unidades do Sistema Único de Saúde.
As diretrizes fazem parte da organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido no Sistema Único de Saúde (SUS) e oficializam recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do próprio Ministério. O bebê saudável, com o ritmo respiratório normal, deve ser colocado sobre o abdômen ou tórax da mãe, em contato direto pele-a-pele, de acordo com sua vontade, em ambiente aquecido, afirma a portaria. Além disso, a nova regra também prevê a amamentação ainda na primeira hora de vida da criança.
“Nós precisamos estimular que essa primeira mamada aconteça na primeira hora de vida. Além de fornecer o primeiro aporte calórico para a vida do bebê, essa prática também acelera a descida do leite materno, aumentando a chance de sucesso no aleitamento e diminui a chance de hemorragia uterina”, explica o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Conforme a portaria, os procedimentos de rotina adotados após o nascimento do bebe, como exame físico, pesagem e outras medidas antropométricas, profilaxia da oftalmia neonatal devem ser realizados somente após esses primeiros cuidados, importante mudança na lógica de atendimento ao bebê.
O coordenador da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha, esclarece que os benefícios dessas medidas afetam não só o aspecto psicológico, como reduzem os riscos de anemia e desnutrição.
“Para o bebe que nasceu chorando, vigoroso, sem nenhum tipo de complicação, o papel principal dos profissionais de saúde é proteger este momento sensível de apresentação da mãe a seu bebe e vice-versa. Isso vai ter repercussões para toda a vida”, explica Bonilha.
Para os recém-nascidos com respiração ausente ou irregular, tônus diminuído e/ou com líquido meconial, a portaria estabelece que o atendimento deverá seguir o fluxograma do Programa de Reanimação da Sociedade Brasileira de Pediatria, de 2011. A unidade de saúde deverá contar obrigatoriamente com profissional médico ou de enfermagem treinado em reanimação neonatal de acordo com orientação da Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM) do Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde já há vários anos financia capacitações de profissionais médicos e de enfermagem em todos os estados, através do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria. Em 2014-2015 serão investidos R$ 2,1 milhões para fortalecer ainda mais este processo em todo o país.
A portaria contribuirá para a redução da mortalidade neonatal, um dos principais objetivos da Rede Cegonha.
REDE CEGONHA – Criada em 2011, a Rede Cegonha tem como uma das principais metas incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mulheres e crianças, desde o planejamento reprodutivo, passando pela confirmação da gravidez, pré-natal, parto, pós-parto, até o segundo ano de vida do filho. Atualmente, a estratégia Rede Cegonha está presente em mais de 5 mil municípios de todos os estados do país, e atende a 2,6 milhões de gestantes. Desde o lançamento da Rede, já foram investidos mais de R$ 3,3 bilhões para o desenvolvimento de ações em todo o país.
Atenção Pré-Natal - A Rede Cegonha se propõe ainda a organizar o cuidado às gestantes por meio de uma rede qualificada de atenção obstétrica e neonatal. Com um pré-natal de qualidade, como preconiza a estratégia é possível reduzir as taxas de prematuridade. O objetivo é garantir acolhimento e captação precoce da gestante, além de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do pré-natal. O diagnóstico rápido permite à mulher iniciar o pré-natal assim que a gravidez for confirmada.
Em 2012, foram realizadas 18,2 milhões de consultas pré-natais pelo SUS, e mais de 1,6 milhão de mulheres fizeram, no mínimo, sete consultas.
Entre as ações previstas durante o pré-natal, estão os exames de pré-natal de risco habitual e de alto risco; acolhimento às intercorrências na gestação; acesso ao pré-natal de alto risco; acesso rápido aos resultados; vinculação da gestante (desde o pré-natal) ao local em que será realizado o parto; implementação de ações relacionadas à saúde sexual e reprodutiva; além de prevenção e tratamento das DST/HIV/Aids e Hepatites.