segunda-feira, 13 de julho de 2015

A importância da regionalização dos serviços de saúde no Pará, especificamente na região do Marajó.

Vitor Matheus
Secretário de Estado de Saúde
Vitor Mateus
Na verdade é uma mudança forte do pensar a respeito do acesso da população aos serviços de média e alta complexidade, pois há 20 anos nós tínhamos toda alta complexidade concentrada na capital. O governo gastava cerca de R$ 9 milhões para garantir Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e diárias para as pessoas se deslocarem para Belém. Isso era um paradoxo, visto que gerava problemas familiares, como falta de estrutura e renda para as famílias. Sem contar que as pessoas se ausentavam de suas atividades normais e ficavam longe de suas famílias, o que de certa forma causava transtorno para os pacientes.
Houve um delineamento no primeiro governo do Simão Jatene para descentralizar isso em alguns pólos. O governo teve a ousadia de captar recurso através da operação de crédito para garantir o desenvolvimento desse projeto, inicialmente em oito hospitais regionalizados de média e alta complexidade. Esse desenho foi importante no sentido de diminuir a morbidade das pessoas, pois isso contribui para a melhoria das condições de vida e diminui o risco das pessoas adoecerem.
No Marajó não é diferente, porque é uma ilha em que a estrada lá se chama "Rio" e o perfil daquela população é de morbidade e precisava ser atendida em um hospital de grande porte, como o Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), que tem dado uma resposta muito boa nessa cobertura. Não se tinha especialidade médica e essa é uma novidade que agora o hospital acabou trazendo que não tinha dentro das perspectivas dos hospitais gerais em nível municipal.
Os municípios ao redor do Marajó também foram contemplados com esse serviço. Em termos de capacidade instalada, hoje os hospitais regionais possuem um porte bom, tem dado respostas em cumprimento das metas que estão contratualizadas. Nos sentimos satisfeitos pelo bom desempenho que o HRPM presta.

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