Vitor
Matheus
Na verdade
é uma mudança forte do pensar a respeito do acesso da população aos serviços de
média e alta complexidade, pois há 20 anos nós tínhamos toda alta
complexidade concentrada na capital. O governo gastava cerca de R$ 9 milhões
para garantir Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e diárias para as pessoas se
deslocarem para Belém. Isso era um paradoxo, visto que gerava problemas
familiares, como falta de estrutura e renda para as famílias. Sem contar que as
pessoas se ausentavam de suas atividades normais e ficavam longe de suas
famílias, o que de certa forma causava transtorno para os pacientes.
Houve um
delineamento no primeiro governo do Simão Jatene para descentralizar isso em
alguns pólos. O governo teve a ousadia de captar recurso através da operação de
crédito para garantir o desenvolvimento desse projeto, inicialmente em oito
hospitais regionalizados de média e alta complexidade. Esse desenho foi
importante no sentido de diminuir a morbidade das pessoas, pois isso contribui
para a melhoria das condições de vida e diminui o risco das pessoas adoecerem.
No Marajó
não é diferente, porque é uma ilha em que a estrada lá se chama "Rio"
e o perfil daquela população é de morbidade e precisava ser atendida em um
hospital de grande porte, como o Hospital Regional Público do Marajó (HRPM),
que tem dado uma resposta muito boa nessa cobertura. Não se tinha especialidade
médica e essa é uma novidade que agora o hospital acabou trazendo que não tinha
dentro das perspectivas dos hospitais gerais em nível municipal.
Os
municípios ao redor do Marajó também foram contemplados com esse serviço. Em
termos de capacidade instalada, hoje os hospitais regionais possuem um porte
bom, tem dado respostas em cumprimento das metas que estão contratualizadas.
Nos sentimos satisfeitos pelo bom desempenho que o HRPM presta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário