sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Pará passa a ter doze salas de amamentação para mãe trabalhadora

Secretário Vitor Mateus parabeniza as instituições homenageadas

Doze instituições de saúde do Estado receberam nesta sexta-feira (7), pelo Ministério da Saúde, a certificação definitiva de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta, por implantarem espaços adequados para fazer o desmame durante o expediente de trabalho e o acondicionamento e preservação do leite coletado para continuar a alimentação do filho com leite materno. Presidida pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e órgãos parceiros, a cerimônia concluiu a Semana de Aleitamento Materno. Para comemorar a data, no Pará, houve palestras educativas, rodas de diálogo, oficinas e ações de promoção ao aleitamento em vários pontos do Estado.

As instituições que receberam a placa de certificação foram a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará; Benemérita Sociedade Beneficente Portuguesa; Hospital da Ordem Terceira; Unidade Municipal de Saúde Bengui I; maternidade Saúde da Criança; Programa Viver Bem – Estação Saúde/Unimed e Unidade Municipal de Saúde Providência; em Marituba, no hospital Divina Providência; em Bragança, no hospital Santo Antonio Maria Zaccaria; no Hospital das Clínicas de Bragança e no Hospital Geral de Bragança. Em Breves, a sala certificada está no Hospital Regional do Marajó, que em pouco tempo também receberá o título de hospital “Amigo da Criança”. A certificação foi feita sob orientação da Sespa, via Coordenação Estadual de Saúde da Criança, e obedeceu aos protocolos previstos pelo Ministério de Saúde, de acordo com as premissas do programa Rede Cegonha.
Diretor executivo do HRPM, Thiarle Dassi, fala da experiência do hospital
As salas são espaços dentro do local de trabalho em que a mulher, com conforto, privacidade e segurança, pode esvaziar as mamas, armazenando o leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao filho. O leite coletado é mantido em um freezer a uma temperatura controlada até o fim do dia, com uma etiqueta identificando o nome da mãe, a data e a hora da coleta. No fim do expediente, a mulher pode levar seu leite para casa para que seja oferecido ao seu filho na sua ausência, e também se desejar doá-lo para um Banco de Leite Humano.
“Trata-se de uma estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde que consiste em criar nas empresas públicas e privadas uma cultura de respeito e apoio à amamentação como forma de promover a saúde da mulher trabalhadora e do bebê”, destacou a coordenadora estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo. Além disso, acrescentou, amamentar também faz bem para as mães, sendo um método anticoncepcional nos primeiros meses pós-parto e auxiliando na prevenção ao câncer de mama.
Equipe representante do HRPM recebe homenagem em Belém
Suporte – A entrega dos certificados foi feita a princípio pelo titular da Sespa, Vitor Mateus, em meio a discursos comovidos sobre experiências profissionais associadas ao incentivo à amamentação. “Sobre o mote da campanha deste ano, acredito que a continuidade do aleitamento após o sexto mês de vida diminui o risco de a criança adoecer e, consequentemente, as chances de a mulher faltar ao trabalho”, pontou o secretário. Além dele, entregaram os certificados, entre outros, o médico Helio Franco, eleito padrinho da Semana de Aleitamento Materno, e a coordenadora do Banco de Leite Humano da Santa Casa, Cinara Gonçalves.
Trabalhado em todo o mundo, o tema desse ano da Semana de Aleitamento Materno discutiu o desafio de conciliar trabalho e amamentação. No Pará, a programação foi resultado de articulação entre órgãos públicos e entidades de promoção à saúde feminina com o objetivo de conscientizar o público sobre os benefícios clássicos da amamentação, incluindo o principal, que é o combate à mortalidade infantil.
O leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê. Nele, estão contidos todos os nutrientes necessários para o completo e correto desenvolvimento da criança. Amanda Moura, da área técnica do Ministério da Saúde, reforçou que a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que os bebês recebam exclusivamente leite da mãe durante os primeiros seis meses de vida.
Entretanto, segundo o mais recente levantamento do governo federal, feito em 2009, a média de aleitamento materno exclusivo no Brasil é de apenas 54 dias — ou seja, menos de dois meses. Entre os principais motivos para isso estão a dificuldade de conciliar a dedicação ao filho e as demandas profissionais. 
Sob um olhar mais regionalizado, a campanha incentivou as mães a iniciar e manter a amamentação, bem como conscientizá-las sobre a importância dos Grupos de Mães (ou do Aconselhamento em Amamentação) e a participação mais efetiva da participação comunitária junto às Unidades Básicas de Saúde.

Mozart  Lira
Secretaria de Estado de Saúde Publica

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