quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sindicato dos jornalistas incrementa doação de sangue




Roberta Vilanova idealizou campanha entre a categoria
Nesta quarta-feira, 19, a sede da Fundação Hemopa receberá os torcedores do time do Remo, denominados “Camisa 33”, que vão impulsionar a campanha “Maior RE X PA da História da Doação de Sangue”, que está sendo realizada desde o dia 17 e vai até o dia 21, e que congrega todas as torcidas dos respectivos times. Até às 16 horas desta terça-feira, 18, havia sido registrado o comparecimento de 228 voluntários, incluindo os doadores que aderiram a  ação do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor/Pa), que também se uniu ao movimento solidário para restaurar o estoque de sangue do Hemopa, com a campanha “Jornalista não quer sangue derramado.Quer sangue doado”.
A mobilização de instituições parceiras públicas e privadas tem o objetivo de aumentar o número de coletas de bolsas de sangue na sede do hemocentro que, semana passada, chegou a ficar com apenas 40% da capacidade de atendimento transfusional da rede hospitalar da capital, que é formada por cerca de 85 casas de saúde. A queda no quantitativo de voluntariado deu-se em função das fortes e sucessivas chuvas que assolam nosso Estado, provocando a evasão de doadores também na hemorrede estadual, que é composta pelos Hemocentros Regional de Marabá, Santarém e Castanhal; e os Hemonúcleos de Altamira, Abaetetuba, Tucuruí, Redenção e Capanema.
Solidária à causa da doação de sangue, a diretora do Sinjor/Pa e idealizadora da campanha, jornalista Roberta Vilanova, foi uma das primeiras profissionais da categoria a contribuir com sua doação, na manhã de hoje. Com tipo de sangue O Positivo, ela doou pela primeira vez, espontaneamente, em 2009, durante campanha do Hemopa.
Úrsula Vida virou personagem e doou sangue
Ela conta que ficou sensibilizada com a drástica redução do estoque de sangue do hemocentro, vastamente publicada nas redes sociais e imprensa local, e propôs a campanha ao sindicato, que coincidiu com o acidente que matou o jornalista carioca, da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade, semana passada, vitima de um rojão durante manifestação nas ruas do Rio de Janeiro. Daí o nome da campanha “Jornalista não quer sangue derramado. Quer sangue Doado”. Para Roberta Vilanova, a mobilização da classe é uma questão de sensibilização contínua. “Doar não dói e a sensação de ajudar alguém é muito boa”. A jornalista também é doadora de medula óssea.
Pela parte da tarde, a jornalista e apresentadora do programa “Etc e Tal”, do SBT Pará, Úrsula Vidal, também contribuiu com o estoque de sangue do hemocentro, contabilizando sua doação ao Sinjor/Pa, durante gravação de seu programa que será exibido no próximo sábado. Sobre a mobilização, ela afirmou que todos estão de algum modo inseridos no processo de incentivo à doação de sangue. “Faz parte do  nosso cotidiano abraçarmos várias causas. Nem sempre somos personagens de matéria. É uma oportunidade muito bonita de inverter papéis. A campanha do sindicato é uma lição de vida, pois transforma a dor em amor”.
Sérgio Moraes promete que continuar doando sangue
O estudante de jornalismo pela Faculdade de Estudos Avançados do Pará (FEAPA) e servidor da Fundação Hemopa, lotado na Assessoria de Imprensa, Sérgio Moraes, marcou um gol com sua doação de sangue pelo seu time do coração, o “Leão Azul”, mas não ele não deixou de parabenizar o sindicato dos jornalistas pela iniciativa de responsabilidade social. “Estou doando sangue por vários motivos: sou servidor da fundação e vivencio o dia-a-dia para captação de doadores; sou remista de paixão e futuro jornalista que apóia todos os tipos de eventos sociais em favor do bem estar da sociedade”, ressaltou, enfatizando ser fundamental que as torcidas de Remo e Paysandu unam-se em torno da doação de sangue. Ao final todos ganham. “Não existe perdedor , quando o objetivo de todos é nobre”, disse, afirmando que a partir de hoje , ele será um doador habitual.
O calendário de campanhas externas prossegue nesta quinta-feira, 20, em parceria com a Companhia Vale do Rio Doce, de 8h às 15h, na Av. Dr. Moraes, 78, Nazaré. Todas as ações têm como meta 100 coletas/dia.
Quem pode doar sangue: candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 67 anos. Peso acima de 50 kg. Necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. O doador deve estar bem alimentado.
Quem pode fazer cadastro de doação de medula óssea: Homem ou mulher saudável e com faixa etária de 18 a 55 anos. Necessário portar documento de identidade original e com foto.
Serviço: O Hemopa espera por você na Tv. Pe. Eutíquio, 2109. Maiores informações pelo 08002808118

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